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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

AUXÍLIO MÚTUO

"O galardão das boas obras é tê-las feito. Por isso, não pode haver melhor prêmio."
Sêneca
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Auxílio Mútuo

Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos,

ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra os golpes do ar

gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semi-morta na estrada, ao

sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço: Não perderei tempo!

A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.

O outro, porém, mais piedoso, considerou: Amigo, salvemos o pequenino.

É nosso irmão em humanidade.

Não posso - disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente.

Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade.

Precisamos chegar a aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para

adiante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido,

demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito,

e aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu metódica pela noite adentro, mas ele, amparando

o valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado

que buscava.

Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que havia seguido

na frente.

Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante

encontrado sem vida numa vala do caminho alagado.

Seguindo a pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu

a onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos com

que pudesse fazer face ao congelamento.

Enquanto que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança

que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida,
salvando-se de semelhante desastre.

Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado,

ajudara a si mesmo.

Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços

do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

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As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem perante o Pai Supremo

são as suas próprias obras.

Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo.

O coração que amparamos constitui-se agora ou mais tarde, em recurso a nosso

favor.

Ninguém duvide!

Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que

coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum.

Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos.

Esta é a Lei Divina.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro "Jesus no Lar",
cap. Auxílio mútuo.

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domingo, 30 de março de 2008

P R E C E

SENHOR e MESTRE

Jesus!

Ante o Espiritismo que nos confiaste por teu Evangelho Redivivo, fortalece-nos o coração para que te sejamos leais à confiança.

Na defesa da luz contra o assalto das trevas, não permitas que a presunção nos tome o lugar as certeza nas verdades que nos legaste e nem deixes que a névoa da acomodação destrutiva nos entorpeça o ânimo no pressuposto de guardar o espírito na falsa tranquilidade das aparências.

Chamados à confissão de nossa fé livra-nos, Senhor, dos delitos da intolerância, contudo, clareia-nos o raciocínio para que te expliquemos as boas novas sem os prejuízo da superstição e sem as teias da ignorância

Nas horas difíceis da verdade, afasta-nos da violência e da paixão menos digna.
No entanto, sustenta-nos a sinceridade para que o pronunciamento da palavra equilibrada e certa, sem a hipoteca do silencio culposo.

Impelidos à luta do bem que vence o mal, suprime-nos a cegueira das conveniências e interesses particulares para que o orgulho não nos tisne as decisões, todavia, esclarece-nos a alma a fim de que preguiça e deserção não nos ocupem a existência por suposta humildade.

Senhor, eis-nos à frente da Doutrina Espírita na condição de teus servos, responsáveis pela obra divina de nossa própria libertação espiritual.

Guia-nos no trabalho, iluminando-nos o entendimento, neutraliza as imperfeições que trazemos ainda e faze-nos, fiéis a ti, hoje e sempre. Assim seja.


Fonte: LIVRO: Sol nas Almas
Autor Espititual: André Luiz
Psicografada por: Médium: Waldo Vieira

IN: http://sendaluznolar.no.sapo.pt

sábado, 8 de março de 2008

O ANJO de KAREN

A adolescente aguardou o final da aula e se dirigiu ao professor. Confiava nele e, por isso, desejava lhe contar a tormenta que estava vivenciando.

Estava prestes a sair de casa, embora não soubesse para onde ir. Mas, não agüentava mais a situação.

Sua mãe se prostituíra e, todos os dias, homens diferentes adentravam o que deveria ser o seu lar.

Era uma vergonha! - dizia Karen. Tenho vergonha de minha mãe. Não nos falamos há muito.

O professor, experimentado nas questões do mundo, ouviu com atenção e sugeriu que ela conversasse com sua mãe.

Alguma vez perguntara a ela o que estava acontecendo? Por que se permitia tal comportamento?

Mãe e filha eram como duas estranhas vivendo sob o mesmo teto. Quando uma entrava, a outra saía.

O tempo passou. Aquele ano se findou e meses depois, a jovem procurou o professor, outra vez.

Estava diferente. O rosto irradiava felicidade. Ela falara com sua mãe. Um longo e doloroso diálogo.

Contudo, se dera conta que sua mãe sofria de uma grave carência afetiva.

A mãe falara de sua viuvez muito jovem, uma filha para criar, a rebeldia de Karen, a soma das dificuldades.

E, por fim, do equivocado caminho pelo qual optara.

Mais um tempo passado e Karen veio dizer ao professor que ela e sua mãe tinham transferido residência.

Que se haviam tornado amigas. Que agora costumavam fazer tudo juntas. Que a mãe deixara a vida equivocada e se dedicava, com exclusividade a ela.

Saíam, conversavam, faziam compras, trocavam idéias. Como era boa aquela mãe - descobrira a jovem.

Karen estava muito agradecida ao professor por ter sugerido que ela conversasse com sua mãe, que se aproximasse dela.

Hoje, passados alguns poucos anos, Karen está casada e tem um filhinho.

O genro encontrou na sogra uma pessoa especial, dedicada, carinhosa.

Agora, quando o casal deseja viajar, ou necessita estender-se em horas a mais no trabalho, é a mãe dedicada que fica com o netinho.

Vovó, mamãe! – essas são as palavras mágicas que alimentam o coração da mãe de Karen.

Em verdade, o anjo de Karen. O anjo de sua vida, que vela todos os dias por ela, pelo genro a quem acolheu como filho e ao netinho.

* * *

O diálogo franco, honesto ainda faz muita falta. No lar, as pessoas se isolam, magoadas umas com as outras, por palavras ditas ou não ditas, por atitudes impensadas.

Tudo se tornaria bem mais fácil se as pessoas aprendessem a conversar, a perguntar porquês, a indagar de razões.

Se, em vez de se falar às ocultas, criar desconfianças, gerar desencontros, aprendêssemos sempre a conversar, olhando nos olhos uns dos outros, a vida se tornaria mais fácil de ser vivida.

Pois o que complica a vida é cada qual ficar em seu canto, imaginando que não é amado, querido, desejado.

Quando seria tão simples perguntar: Por que você está agindo desta forma?

Por que tomou aquela atitude? Por que não fez o que lhe pedi? Por que esqueceu do nosso aniversário?

Pense nisso e adote, em sua vida, a atitude de nunca deixar para depois o elucidar qualquer questão.

Converse mais, participe das questões familiares, seja amigo dos seus amores.

Descubra, enfim, a riqueza de cada um e enriqueça-se interiormente, tornando a sua vida plena de amor, de atitudes de afeto e bem-querer.

Experimente!

l Redação do Momento Espírita com base em fato real

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Oração Diante do Tempo

Senhor Jesus!
Diante do calendário que se renova, deixa que nos ajoelhemos para implorar-te compaixão.
Tu que eras antes que fôssemos, que nos tutelastes, em nome do Criador, na noite insondável das origens, não desvies de nós Teu olhar, para que não venhamos a perder o adubo do sangue e das lágrimas, oriundos das civilizações que morreram sob o guante da violência!...

Determinaste que o Tempo, à feição de ministro silencioso de tua justiça, nos seguisse todos os passos...
E, com os séculos, carregamos o pedregulho da ilusão, dele extraindo o ouro da experiência.
Do berço para o túmulo e do túmulo para o berço, temos sido senhores e escravos, ricos e pobres, fidalgos e plebeus.
Entretanto, em todas as posições, temos vivido em fuga constante da verdade, à caça de triunfo e dominação para o nosso velho egoísmo.

Na governança, nutríamos a vaidade e a miséria.
Na subalternidade, alentávamos o desespero e a insubmissão.
Na fortuna, éramos orgulhosos e inúteis.
Na carência, vivíamos intemperantes e despeitados.
Administrando, alongávamos o crime.
Obedecendo, atendíamos à vingança.
Resistíamos a todos os teus apelos, em tenebrosos labirintos de opressão e delinquência, quando vieste ensinar-nos o caminho libertador.

Não Te limitaste a crer na glória do Pai Celeste.
Estendeste-Lhe a incomparável bondade.

Não te circunscreveste à fé que renova.
Abraçaste o amor que redime.

Não te detiveste entre os eleitos da virtude.
Comungaste o ambiente das vítimas do mal, para reconduzi-las ao bem.

Não te ilhaste na oração pura e simples.
Ofertaste mãos amigas às necessidades alheias.

Não te isolaste, junto à dignidade venerável de Salomé, a venturosa mãe dos filhos de Zebedeu.
Acolheste a Madalena, possuída de sete génios sombrios.

Não consideraste tão-somente a Bartimeu, o mendigo cego.
Consagraste generosa atenção a Zaqueu, o rico necessitado.

Não apenas aconselhaste a fraternidade aos semelhantes.
Praticaste-a com devotamento e carinho, da intimidade do lar ao sol meridiano da praça pública.
Não pregaste a doutrina do perdão e da renúncia exclusivamente para os outros.
Aceitaste a cruz do escárnio e da morte, com abnegação e humildade, a fim de que aprendessemos a procurar contigo a divina ressurreição...

Entretanto, ainda hoje, decorridos quase vinte séculos sobre o teu sacrifício, não temos senão lágrimas de remorso e arrependimento para fecundar o Seara de nossos corações...

Em Teu nome, discípulos infiéis que temos sido, espalhamos nuvens de discórdia e crueldade nos horizontes de toda a Terra!
É por isso que o Tempo nos encontra hoje tão pobres e desventurados como ontem, por desleais ao Teu Evangelho de Redenção.
Não nos deixeis, contudo, órfãos de tua bênção...
No oceano encapelado das provações que merecemos, a tempestade ruge em pavorosos açoites...
Nosso mundo, Senhor, é uma embarcação que estala aos golpes rijos do vento.
Entre as convulsões da procela que nos arrasta e o abismo que nos espreita, clamamos por Teu socorro!
E confiamos em que Te levantarás luminoso e imaculado sobre a onda móvel e traiçoeira, aplacando a fúria dos elementos e exclamando para nós, como outrora disseste aos discípulos aterrados:

– “Homens de pouca fé, porque duvidastes?”.



Fonte: LIVRO: Cartas e Crónicas
Autor Espititual: Irmão X
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

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Adaptação e encaminhamento: http://sendaluznolar.no.sapo.pt
EMAIL : senda_deluz@hotmail.com
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No Livro: ESE
CAPÍTULO VI - O Cristo consolador
Lêr : item 5 a 8 - Advento do Espírito de Verdade

IN : http://sendaluznolar.no.sapo.pt/NATAL005.htm