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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Divulgando a LUZ





















EVANGELHO no LAR  
LOUVOR do NATAL 

Senhor  Jesus! 
Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas. 

Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura, em que lhes fulgia a vitória, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas. 

Levantavam-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade. 

Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre. 

Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta por leito simples e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar. 

Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade. 

Escolheste vilarejos anónimos para a moldura de Tua palavra sublime... Buscaste para companheiros de Tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os voos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada. 

No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que Te pousaram nos joelhos amigos, nem das mães fatigadas a quem Te dirigiste na via pública! 

A História que homenageava Júlio César, discutia Horácio, inaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não Te quis conhecer em pessoa ao lado de Tua revelação, mas o povo Te guardou a Presença Divina e as personagens de Tua epopeia chamam-se "o cego Bartimeu", "o homem de mão mirrada", "o servo do centurião", "o mancebo rico", "a mulher cananeia", "o gago de Decápolis", "a sogra de Pedro", "Lázaro, o irmão de Marta e Maria" ... 

Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissenção e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranquilidade e a alegria, como benção de todos. 

É por isso quem emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece: 

- Salve Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de Teu reino 

e a força de Tua paz, Te glorificam e Te saúdam!..

Fonte: LIVRO: Religião dos Espíritos
Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier 

Prece de NATAL 

Senhor, desses caminhos cor de neve  De onde desceste um dia para o mundo,  Numa visão radiosa, linda e breve  De amor terno e profundo,  Das amplidões augustas dos Espaços,  No teu Natal de eternos esplendores,  Abriga nos teus braços  A multidão dos seres sofredores!... 

Que em teu Nome  Receba um pão o pobre que tem fome,  Um trapo o nu, o aflito uma esperança.  Que em teu Natal a Terra se transforme  Num caminho sublime, santo e enorme  Se alegria e bonança! 

Apesar dos exemplos da humanidade  Do teu amor a toda a Humanidade,  A Terra é o mundo amargo dos gemidos,  De tortura, de treva e impenitência,  Que a luz do amor de Tua Providência  Ampare os seres tristes e abatidos. 

... 

E em teu Natal, reunidos nós queremos,  Mesmo no mundo dos desencarnados,  Esquecer nossas dores e pecados,  Nos afetos mais doces, mais extremos,  Reviver a efeméride bendita  Da tua aparição na Terra aflita,  Unir a nossa voz à dos pastores,  Lembrando os milagrosos esplendores  Da estrela de Belém,  Pensando em ti, reunindo-nos no Bem  Na mais pura e divina vibração,  Fazendo da humildade  Nosso caminho de felicidade,  Estrada de ouro para a Perfeição!

Fonte: Livro: Antologia Mediúnica do Natal
 Autor Espititual: Carmen Cinira
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier